Pare e pense: quantos blogs você lê por dia? Em quantos links do Twitter clica? Quantas postagens do Facebook acabam te levando pra outras leituras? Isso sem contar com os livros e revistas empilhados na cabeceira, o jornal (impresso ou online) nos lembrando que precisamos saber a quantas anda o mundo e a necessidade de, no meio de tanta informação, ter também uma… vida! Ufa!
O resultado disso é que a gente vive ansioso: nunca vai ter conseguido completar 100% a wish-list, nunca vai conseguir aprender todos os tutoriais de maquiagem, nunca vai alcançar os objetivos que a gente mesmo acaba, involuntariamente, traçando quando vê todas essas imagens bonitas por aí. O risco?! Cair naquela famosa frase do vídeo Filtro Solar (AMO) que diz “Do not read beauty magazines. They will only make you feel ugly!”. Por isso, tão importante como nosso recreio diário é saber o que aproveitar dele e como trazê-lo de forma real pro nosso dia a dia – porque caso contrário ele acaba por ter um efeito contrário, negativo, o que não é o objetivo. Tire o melhor das suas leituras de moda e beleza…
… SE COMPARANDO DE IGUAL PRA IGUAL
É mais ou menos o que foi falado nesse post aqui: se você está em casa descabelada, com um pijama velho e se compara com uma modelo maquiada e produzida (& photoshopada) em uma revista, é ÓBVIO que vai cair em depressão! Um esforço mínimo de vaidade é ponto de partida para levantar a auto-estima. As imagens bonitas têm que te sacodir, nunca te derrubar!

… FAZENDO COMPRAS PLANEJADAS
Sim, trabalhamos com excesso de informações. Sim, queremos tudo que vemos de bonito pela frente. Sim, está cada vez mais difícil não ser seduzida por impulsos consumistas (nem na insônia temos mais paz com os e-commerces!). Mas basta controlar a ansiedade, fazer listinha também na hora de eleger seus desejos e necessidades e pensar um pouco antes de passar o cartão de crédito. Passem a prestar atenção em como nosso gosto é coerente: quem é que nunca chegou em casa com uma peça pela qual se apaixonou e… lembrou que tinha uma muito, muito, muito parecida repousando no fundo do armário?! Esse, por sinal, é o motivo pelo qual é tão importante fazer baixas e deixar seu acervo sempre enxuto e editado.

… ADAPTANDO BUDGETS SEM MIMIMI!
Lembra dessa dica de evitar o mimimi quando surgem contratempos no trabalho?! Pois bem, ela se encaixa também na hora que a gente abre uma revista e só vê peças de muitos dígitos ou navega por um blog e tem a impressão de que tudo parece distante da realidade da maioria. O papel de muitos veículos é inspirar, é mexer com aspirações (não faz nem tanto tempo os principais editoriais de moda eram extremamente conceituais, do tipo que nem dava pra fazer copy and paste de looks como hoje). Inteligente é saber adaptar tudo pro seu dia a dia, pro seu armário, pro seu bolso – e nem tô falando de inspireds ou fast-fashion. Com olhos atentos, a gente aprende um jeito novo de usar um colar ou lembra de uma jaqueta super parecida que andava esquecida no fundo do closet. É só encarar o jeito positivo – e o melhor a se extrair – de cada fonte!

… TENDO MODELOS DE INSPIRAÇÃO
Pessoas reais ou famosas; modelos, blogueiras, artistas ou aquela profissional que te inspira. Vá atrás da história dela, procure saber se já se sentiu perdida profissionalmente, se já teve fases com auto-estima questionável. Analise-as com sinceridade. Veja do que abrem mão pra estarem onde estão, o esforço que fazem para manter-se lá. Tem trabalho, dá trabalho. Mesmo o glamour cerca um lado nada glamouroso de, por exemplo, dormir pouco. Não existe bônus sem ônus! E caçar o lado vida real de quem você admira te dá mais ânimo de seguir sua história.

… USANDO OS VEÍCULOS COMO INFORMAÇÃO
As seções Shops das revistas (com toda aquela seleção de peças-desejo) são as mais deliciosas; os looks do dia dos blogs nos enchem de inspiração – voltar lá pro primeiro item dessa listinha –, mas entenda que quanto mais a gente sabe menos a gente precisa. Então use os veículos e matérias de estilo como fontes pra aprender a otimizar seu armário, seu nécessaire. Controle-se sempre, porque quando a gente entra no lado B do consumo ele vira uma espiral que não tem fim nunca! Fazer compras tem que ser divertido, não uma gincana ou um corredor do Poltergeist que quanto mais a gente corre maior ele fica!

imagens: reprodução Elle US, Bazaar US, Vogue UK e Glamour FR, respectivamente
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