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Emprego dos sonhos: perguntas e respostas #1

por Alessandra Garattoni em 27 de abril de 2012
seção: procura-se o emprego dos sonhos

Como expliquei aqui, vou aproveitar as melhores – e/ou mais frequentes – perguntas dos e-mails que recebo a cada semana pra publicar esta nova tag. Aos pouquinhos, a maior parte das dúvidas comuns a quem está entrando no mercado estará disponível neste espaço, que poderá ser consultado e compartilhado por todos os que têm as mesmas questões. Eis as duas novas perguntas da vez…

Logo Perguntas e Respostas

Não tenho certeza se devo mudar de área/de cidade/de empresa. Como saber se vou ou não vou?!
Mais uma vez, como sempre prego, não existe uma resposta certa, uma fórmula pronta, uma receita “se for azul é sim, se for rosa é não”! Mas, normalmente, quando chega a hora de uma decisão mais séria – como uma mudança de área ou cidade, por exemplo –, digo por experiência própria, a gente sente. Assim, aproveite o tempo em que ainda está dividido(a) pra fazer uma auto-análise, pra colocar seus desejos no papel (a gente tende a visualizar melhor e ficar mais certo assim). No momento exato de dar cada passo você estará seguro(a) disso. Saber o que REALMENTE se quer é o primeiro passo – é básico, mas, na ansiedade, muita gente esquece desse detalhe fundamental!

Não tenho experiência profissional: o que devo colocar no meu currículo?
O objetivo do currículo é mostrar a formação e as experiências da pessoa na área pretendida. Logo, em um currículo de iniciante, não é esperado um número muito grande de linhas, não se preocupe! Aliás, o CV ideal – a menos que a pessoa tenha décadas de experiência – tem apenas uma página. Coloque sua formação, cursos extracurriculares (que têm ligação com o cargo pretendido) e, no princípio de tudo, o objetivo (estagiar na área x, da maneira mais específica e sob medida para cada envio). 

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Empresa dos sonhos X carreira solo: qual o ideal?

por Alessandra Garattoni em 24 de abril de 2012
seção: procura-se o emprego dos sonhos

No fim de semana, soube da nova empreitada de Carine Roitfeld: ela é o mais novo nome a assinar uma coleção de maquiagens para a M.A.C. Ainda que muito tenha se comentado sobre a talvez não tão amigável saída da ex-diretora da Vogue francesa de seu poderoso posto, é fato que a carreira solo tem feito bem a Carine – antes da M.A.C., ela já estabeleceu parcerias com Chanel e Barneys NY, além de publicar um livro sobre styling. Como postei aqui, taí a importância de nunca se esquecer de trabalhar o próprio nome no decorrer da carreira, independente de quão importante é a companhia para a qual você presta serviços.

Carine Roitfeld MAC

Pouco depois, foi a vez de ver o resultado da carreira solo de outra voguette, desta vez de uma saída da edição americana da revista. Filipa Fino, por anos e anos diretora de acessórios do time de Anna Wintour, também deixou pra trás um cargo importante pra começar a trilhar caminho próprio. Está em São Paulo lançando sua revista online FinoFile e, pela primeira folheada, já dá pra perceber que não se trata de um hobby (clica aqui pra conferir também).

FinoFile

Toda essa introdução é pra dizer que tão importante como a hora de entrar no mercado, tão importante como ter nomes poderosos no currículo, é saber a hora de trocar o supostamente certo pelo duvidoso. CLARO que cada caso é um caso e muitas pessoas preferem e sempre preferirão estar sob uma organização estabelecida – o que não é defeito nenhum, ao contrário! Mas é muito importante saber, em todos os momentos de sua carreira, que o crescimento 100% ilimitado é algo que só é possível quando se trilha um caminho próprio.

Em bom português, dentro de uma empresa há o cargo máximo, geralmente um salário limite (ao menos falando de forma generalizada). Na carreira solo, não. Por isso, se você tem ideais, valores e desejos que te empurram pra realizações próprias, não menospreze essa possibilidade e, principalmente, não deixe de prestar atenção na hora certa de pular do barco pro bote. Dá medo? Dá! Mas, pra quem sonha com isso, é a ÚNICA maneira de se realizar completamente!
(esse post pode ser ignorado por quem sonha com uma carreira convencional, com carteira assinada etc! A intenção NÃO é pregar um ideal de nada, pois isso varia de pessoa pra pessoa. Apenas leia e pense qual é o SEU modelo perfeito, ok?!)

p.s. final: encerro o post com o tweet de uma profissional que muito admiro, Jussara Romão, que durante muito tempo foi editora de moda da Elle Brasil. Hoje, ela tem sua própria empresa de conteúdo que, entre outros serviços, assina a ótima revista da Renner.

Tweet Jussara Romão

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Quatro erros cruciais na busca do emprego ideal

por Alessandra Garattoni em 19 de abril de 2012
seção: procura-se o emprego dos sonhos

Existem alguns pontos de partida que ajudam MUITO quando a gente está no começo da carreira: bons contatos, foco e a até a ajudinha da sorte, é claro, estão entre os mais importantes. Substituir a sorte com uma dose (BEM-EDUCADA!!) de cara-de-pau também é uma saída: mostrar-se disponível é fundamental para que outras pessoas saibam do que você está em busca. Mas se manter longe de alguns dos mais comuns e mais fatais pecados tem peso de ouro. A eles…

Lousa

1) Falta de foco: dizer apenas que quer “trabalhar com moda” te deixa mais longe de qualquer possibilidade. Quanto mais específico você for – a área que gosta, o cargo que almeja, o caminho que pretende traçar, o exemplo que quer seguir –, maiores são as chances de sucesso.

2) Foco demais: todo extremo é perigoso! Cismar com uma empresa específica, por exemplo, e se fechar para toda e qualquer chance diferente é besteira. Especialmente no começo, é importante não desperdiçar boas oportunidades de conhecer gente e ganhar experiência.

3) Acomodação: não, a Anna Wintour (trocar pelo nome de uma profissional que você admira) não vai bater na sua porta dizendo que estava procurando exatamente por alguém com seu perfil para ser a nova editora de sua equipe (desculpa ser a mensageira das más notícias!). Exemplos exagerados à parte, é importante circular, conversar, se mostrar pro mundo.

4) Ignorar o poder das redes sociais: num tempo não muito distante, os currículos só eram levados em conta quando chegavam com uma indicação (nem precisava ser de um super-poderoso, mas apenas com um aval de que aquela pessoa era conhecida e bacana). Em tempos de Facebook e Twitter, tudo mudou. Aproveite que tem acesso aos profissionais que admira para mostrar sua cara. Mas cuidado com exageros: ser notado não significa ser pidão, chato ou incoveniente. Postura sempre!?p.s. e cuidado extra com o que fala pela rede! Na internet, tudo e todos têm ouvidos… xingar um profissional e correr o risco de se deparar com ele como a pessoa que está recrutando para seu emprego dos sonhos é uma possibilidade real! Ainda que a postura duvidosa não tenha sido diretamente ao candidato a chefe (uma falta de sorte mais grave e mais rara, ufa!), é bom saber que empresas e recrutadores andam de olho, sim, nos seus perfis públicos em redes sociais. E que isso conta pontos!

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Os 7 pecados capitais do CV/carta de apresentação

por Alessandra Garattoni em 17 de abril de 2012
seção: procura-se o emprego dos sonhos

Outro dia, conheci um tumblr só com exemplos de currículos (verídicos) sem muita noção de bom senso. Os exemplos eram surreais e eu tive uma sequência de reações: primeiro, morri de rir (porque o texto era engraçado mesmo), depois me choquei – será que alguém ainda não sabe regrinhas que, a princípio, parecem tão simples? ­–, mas, logo depois, parei de ler, porque me senti mal com aquilo, fiquei com dó de rir de coisas que, na mente daqueles candidatos a um emprego, eram feitas porque era a maneira que eles sabiam fazer, era a forma que eles tinham como certa.

A verdade? Nem tudo que parece básico pra todos é básico pra todos, simples assim. Nem todos têm acesso às mesmas informações, aos mesmos modelos, aos mesmos suportes. Por isso, achei que poderia ser de utilidade pública, mostrar como evitar sete pecados capitais, o que pode ajudar a ninguém nunca mais pagar mico numa seleção de estágio/emprego!

1) O limite da criatividade: não, não dá pra ser criativo demais – ao menos de um modo geral, claro que para um designer gráfico é possível (e até esperado, talvez) ousar um pouco além do ultra-tradicional. Isso não significa que seu currículo precisa ser duro, engessado, simplesmente preenchendo todas aqueles tópicos do modelo padrão oferecido pelo Word. Mas use o bom senso e lembre-se que se trata de uma intenção PROFISSIONAL!

2) Carta de apresentação sob medida: não há nada pior do que uma carta de apresentação padrão, enviada para todos os tipos de cargos, empresas e contratantes – ok, talvez exista algo pior, ignorar a importância dessa carta de apresentação. Ser criativo com bom senso e se apresentar sob medida para aquele que está recrutando aumenta MUITO suas chances de ter seu CV aberto e lido. Sem isso, em muitos casos, o e-mail vai sem escalas para a lixeira (#VerdadeNuaECrua).

3) O poder da escrita: é absolutamente proibido um currículo mal escrito, com erros de português. Fecha todas as portas. Peça ajuda se necessário for, revise tudo o que escreveu cinco vezes, mas não caia nessa armadilha!

4) Menos é mais: não anexe foto (a menos que solicitado, algo que, no fundo, só é comum em empregos como, sei lá, modelo ou atriz!), resuma o máximo que puder e nunca, jamais encha linguiça. O CV ideal – especialmente para quem está em seus primeiros anos de carreira – tem uma página.

5) Distração? Nem pensar: você arrasa na escrita, mantém coerência em todos os pontos, resume da maneira ideal e… coloca uma palavra com uma letra a mais ou a menos! Se sua distração (o que às vezes rima com desleixo) aparece no momento em que você está tentando mostrar o melhor de si, o que a empresa vai pensar sobre os momentos seguintes?! Errar o nome do destinatário também é pena grave!

6) O CV certo pro lugar certo: a empresa recruta um analista de mídias sociais e você manda seu currículo com foco em estágio de Direito. Qual o futuro disso, responda sinceramente?!

7) O que (NÃO, NUNCA, JAMAIS) colocar no CV: que você foi a Disney quando fez quinze anos, que viaja de férias todos os semestres e que é movido a desafios (clichês são sempre desnecessários!). Viagens são relevantes apenas quando mostram vivência internacional – morar fora de fato! – ou quando acrescentam um curso, uma experiência de trabalho ou algo do gênero.

Carteira de trabalho

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