Personal branding: Lauren Conrad
Um desejo forte é ressuscitar e manter sempre ativa essa seção do It, que fala sobre branding, esse tema que tanto me encanta… Pra quem chegou aqui recentemente e/ou não sabe exatamente o que significa esse termo, relembro que a melhor definição está nesse post inaugural da tag: resumidamente, branding é basicamente contar uma história.
Super em alta, esta é uma área bacana para se trabalhar – no meio de moda, mais e mais consultorias de branding surgem a cada dia –, com espaço em grandes empresas e importantes marcas. Mas, antes de qualquer coisa, é um assunto a ser levado para o pessoal. Sim, é também uma atitude positiva para se ter em relação a si próprio – no sentido de criar e manter a própria marca, ou, falando no jargão, cuidando do seu personal branding.
Ainda duvida que faz diferença ou pensa que é coisa apenas para pessoas jurídicas? Pois bem, pense naquelas pessoas que “dão certo” profissionalmente. Aquelas em que tudo parece tão ao acaso, quase obra de sorte, mas que, ao avaliar mais profunda e atentamente, a gente percebe que nada é em vão, nada é ocasional, nada acontece sem um verdadeiro business plan por trás. A americana Lauren Conrad uma das jovens mais bem-sucedidas nessa área.
Depois de, durante seis anos, abrir sua vida para as câmeras da MTV em uma espécie de reality show – que pouco tinha de real! –, soube a hora de sair. Fez tudo no tempo certo, planejou e não tomou nenhuma atitude sem pensar em cada passo. Não se contentou em ser a “Lauren de The Hills”, foi buscar ser a Lauren CONRAD. Porque, afinal de contas, se você é apenas o fulano da empresa X, pode ter problemas se um dia o destino te tirar da empresa X – já seu sobrenome será sempre seu, sem chances de mudanças circunstanciais. O case de Lauren é tão real que durante um tempo ela colaborou com o blog da prestigiada revista Forbes, mostrando seu lado businessgirl: e a Forbes certamente não cederia espaço se não houvesse uma real história de negócios de gente grande por trás, certo?!
Hoje, antes mesmo de chegar aos 30 anos, a moça tem cinco livros publicados, uma marca de roupas com sua assinatura e outra em parceria com uma grande rede no currículo, além de dois sites – um deles, uma espécie de blog de beleza, a levou ao seu sexto título editorial, com lançamento previsto para outubro (sim, o novo livro será só sobre seu universo de beauté!).
É muita coisa pra ser apenas uma conquista casual ou obra da sorte, não acham?! Ler sobre os exemplos de Lauren mostra que não há nenhum acaso envolvido. Eis cinco lições de personal branding que ela nos ensina (repare como tudo tem uma historinha, uma ligação com outros fatos, um personagem criado e mantido, uma vibração de negócios por trás)…
OUVIR O SEU PÚBLICO
Lauren relatou que a chance de estar, ao vivo, durante seus booktours, em contato direto com seus leitores a ajudou em várias decisões e, especialmente, na criação de novas oportunidades. Há sempre um alerta poderoso por trás de um pedido ou de uma curiosidade alheia. Mas acrescento um bônus importante: é importante filtrar o que levar em consideração de acordo com as SUAS próprias convicções – quando eu tive a linha ItGirls de colares, escutei de uma experiente profissional que ouvir cada mini detalhe faria com que eu jamais finalizasse o protótipo (e ficasse louca!). Um pede o produto maior, outro quer menor, enfim, é importante entender que nunca se agradará 100% a todos!
SER COERENTE COM SEUS OBJETIVOS
Dizer não é necessário, muitas vezes. Lauren conta que sempre foi MUITO seletiva com todas as suas parcerias e envolvimentos profissionais. Associar sua marca pessoal a um negócio que não tem nada a ver com você faz com que se perca credibilidade e valor (essa parte serve também para quem não é autônomo como ela, mas precisa saber exatamente que trabalhos quer desenvolver em sua carreira, que empregos busca ter…).
MEDIR CADA PASSO
Desde a já mencionada escolha das parcerias certas (a confiança mútua é base para ela, seja na editora de seus livros ou na marca de moda na qual assinou uma linha) até suas ações nas mídias sociais – nas quais ela é super ativa, por sinal –, tudo é pensado e avaliado. Muito cuidado com instintos, impulsos, reações.
obs. complemento esse tópico com esse ótimo texto publicado recentemente por Bruno Astuto que eu já havia compartilhado na minha página do Facebook.
PERMITIR QUE SEU LADO HUMANO NORTEIE ALGUMAS DECISÕES
Praticar ensinamentos de personal branding não tem como objetivo final transformar a pessoa em algo impessoal como seria uma empresa – ao contrário, o branding busca transformar as empresas em algo mais pessoal! Por isso, ser humano é sempre bem-vindo, seja (ou esteja) você pessoa física ou jurídica. Na revista Glamour americana de maio, Lauren, atualmente com mais de 2.600.000 seguidores no Twitter (não, não errei nos zeros!), declarou que simplesmente não lê as menções a seu nome nessa rede. E não é a primeira pessoa pública que vejo fazendo esse tipo de declaração – é aquela velha história que citei aqui, você NUNCA vai agradar a todos, então pulemos a parte da chateação, da decepção e do mimimi!
CUIDAR MUUUUUITO DA SUA IMAGEM
Atitude, aparência, o que veste, como se produz, como se apresenta, tudo é parte do pacote (até o casual “ui, saí sem me produzir hoje”, não tenham dúvidas). Há de se pagar um preço (alto!) pela visibilidade que, no caso, a ajuda nas demais questões.
Para conferir os cinco livros já publicados por Lauren Conrad, clique aqui!
p.s. em breve, vou contar mais casos bem-sucedidos de personal branding (sejam eles 100% pensados, como o da Lauren, ou mais instintivos, o que também funciona) e também de branding de marcas e empresas que têm lições a nos ensinar no pessoal e no profissional!









Lauren Conrad e Lauren Santo Domingo (empresárias) e Chiara Ferragni (blogueira)





























